Campanha da Fraternidade

"É para a liberdade que Cristo nos libertou!" (GI 5,1)

A Campanha da Fraternidade tem como objetivos permanentes despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum. Educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho, e renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária.

Os temas da Campanha da Fraternidade inicialmente, contemplaram mais a vida interna da Igreja. A consciência sempre maior da situação de injustiça, de exclusão e de crescente miséria levou à escolha de aspectos bem determinados da realidade socio-econômica e política brasileira. O restabelecimento da justiça e da fraternidade nessas situações era compromisso urgente da fé.

Ao recordarmos o caminho percorrido pela Campanha da Fraternidade, percebemos que a Igreja Católica exerceu sua missão de anunciar Jesus Cristo, compromissada com a caminhada histórica do povo brasileiro, apontando para a superação de injustiças e iluminando a vida de todos com a fraternidade, em vista da construção de uma sociedade de irmãos e irmãs. O itinerário da Campanha da Fraternidade continua em 2014 com o Tema "Fraternidade e Tráfico Humano".

Neste ano, o debate proposto pela Campanha da Fraternidade, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), será sobre Fraternidade e Tráfico Humano. Trata da cruel realidade da exploração e do comércio de pessoas, que rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola os direitos do ser humano. Chama a sociedade para envolver-se na prevenção e na erradicação dessa chaga, na solidariedade para com as vítimas e suas famílias.

O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.

Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.

As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.

A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos.

Neste período, devemos procurar debater os seguintes pontos:

• Quem é traficado no Brasil, hoje?
• Em que condições as pessoas vivem quando têm seus direitos violados pelo tráfico?
• Quem são os responsáveis pelo tráfico humano e a falta de liberdade?
• Por que vivemos em um mundo onde pessoas traficam outras pessoas?
• Há relação do tráfico de pessoas com a prostituição e com o tráfico de drogas?
• Os meios de comunicação contribuem para a mercantilização das pessoas?
• Que iniciativas podem ajudar a criar uma mentalidade de respeito à dignidade das pessoas?
• Como as redes sociais podem ser úteis para a promoção da vida?

Tráfico humano - Dignidade e Liberdade não têm preço.



COORDENAÇÃO

- Mario e Heloisa Corral