Coroinhas

"Ser coroinha é viver a Eucaristia, é viver Cristo em todos os momentos da vida."

O Ministério dos Coroinhas é o primeiro serviço pastoral do cristão.

O termo “coroinha” vem do latim e significa “menino do coro”. A origem deste termo vem da antiga celebração da missa, no ano de 313, onde parte do ritual era cantado em coro e, ocasionalmente, alguns dos meninos do coro eram solicitados para auxiliar os padres no altar. Daí, surgiu o termo coroinha, designando os meninos do coro que auxiliavam os sacerdotes.

O grupo de coroinhas é composto de meninos e meninas, bem como adolescentes, que servem ao altar durante as celebrações litúrgicas com atenção, generosidade, empenho, convicção e pontualidade. São, assim, aqueles e aquelas que, através do Batismo se tornaram amigos de Jesus, que nos revelou o Pai amoroso e, por isso, a cada dia e em todo o lugar procuram viver aquele jeito amoroso que Jesus nos ensinou.

Ser coroinha, além do serviço no altar, deve estar a serviço do próximo. Servir ao altar não é apenas ajudar o padre, transportar os objetos litúrgicos ou executar as funções que lhe são próprias. Servir ao altar é muito mais, é participar do Mistério Pascal de Cristo e viver alegremente o Evangelho.

Estar a serviço do próximo é estar pronto para a doação e a entrega, é ser amparo e consolo para os que necessitam, é saber amar e viver a caridade. A vida de Cristo foi dedicada a servir o próximo. Da mesma forma, o coroinha é chamado a servir como Cristo.

O coroinha deve buscar sempre a alegria e a disposição, o contato fraterno e amigo, o respeito e a dedicação às coisas sagradas. O jovem deve demonstrar que vive sua fé, que observa os Mandamentos de Deus e que procura sempre ser justo e correto. Deve continuamente dar testemunho de que Cristo é o seu Senhor e Mestre.

Para ser Coroinha é preciso:

• Ter boa vontade e alegria em servir Jesus Sacramentado.
• Ser disponível para Deus e para sua comunidade, cumprindo fielmente a escala.
• Esforçar-se para ser bom, procurando viver o que Jesus viveu e ensinou; não somente na    Igreja, como também em casa, na rua, na escola e em todos os lugares por onde for.

Nosso grupo de coroinhas é assim composto: dos 08 aos 12 anos são chamados de coroinhas ou pequenos acólitos e, dos de 13 a 16 consideramos acólitos. Ambos os grupos possuem encontros de formação, geralmente aos sábados, com as coordenadoras, além da assistência pastoral com o Padre Benedito.

Beato Adilio, padroeiro dos coroinhas do Brasil.

Há oitenta anos, no sertão do Alto Uruguai, região norte do Estado do Rio Grande do Sul, dava-se um crime bárbaro: Pe. Manuel Gómez González e seu coroinha Adílio Daronch eram assassinados com requerentes de crueldade. Este tempo não foi suficiente para apagar da memória popular o exemplo de coragem, profetismo e espírito missionário dos Mártires do Alto Uruguai.

Pe. Manuel Gomez Gonzalez, filho de José e Josefa, nasceu em 29 de maio de 1877, em São José de Ribarteme, Diocese de Tuy, na Espanha. Recebeu o batismo no dia seguinte. Seu sonho de menino de ser padre realizou-o em 24 de maio de 1902.
Em 1904, depois de exercer seu ministério sacerdotal em sua terra natal, passou para a Arquidiocese de Braga, Portugal, onde foi pároco das Paróquias Nossa Senhora do Extremo e de Santo André e São Miguel de Taias e Barrocas.
Em 1913, devido à perseguição religiosa à Igreja Católica Portuguesa, obteve licença para vir ao Brasil. Chegando ao Brasil, apresenta-se ao Bispo de Rio de Janeiro e é encaminhado ao Bispo de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que o nomeia pároco de Soledade - RS em 23 de janeiro de 1914.
Há 29 de dezembro de 1915 é nomeado pároco da Paróquia de Nonoai, região norte do estado. Em Nonoai desempenhou sua missão evangelizando seu povo com esmero e dedicação até 1924.

No exercício de seu ministério em Nonoai se cruzam os caminhos de Pe. Manuel e de Adílio Daronch, outro jovem mártir. Adílio nasceu no dia 25 de outubro de 1908, em Dona Francisca, Município de Cachoeira do Sul – RS. Seus pais, Pedro Daronch e Judite Segabinazzi, tinham 08 filhos: Ermínia, Abílio, Adílio, Zulmira, Anita, Carmelinda, João e Vilma. Em 1911, a família transferiu-se para Passo Fundo e, em 1913, para Nonoai. Fazia parte do grupo de adolescentes que acompanhavam o Pe. Manuel em visita às comunidades do interior, inclusive a dos índios Kaingang. Além de servir o Altar, Adílio e outros colegas, eram alunos da escola pelo padre fundada e dos quais era também professor.

Pe. Manuel sabia do perigo que enfrentava. Não foi nada fácil como ele próprio expressa numa de suas cartas, datada há 11 de janeiro de 1916, a Dom Miguel Lima Verde, bispo de Santa Maria: "Com bastante dificuldade terei que lutar, mas tudo desaparecerá com a ajuda de Deus". Pe. Manuel refere-se ao contexto histórico da Revolução de 1923.

Em 1924, devido à vacância da Paróquia de Palmeira das Missões, o Bispo de Santa Maria, determinou ao Pe. Manuel para atender os cristãos do sertão do Alto Uruguai. Lá foi ele com a missão de batizar, celebrar casamentos e primeiras comunhões, e catequizar o povo daquela vasta região, mas sabendo do perigo que devia enfrentar. Noutra carta expressa sua angústia: "Devido ao meu estado de saúde, a anormalidade deste município e não havendo garantias de vida, por estar toda esta zona desde Nonohay até Palmeira em poder dos revolucionários... e temendo ser agredido na estrada... ou ficar de a pé, suplico a Vossa Excelência Reverendíssima, humildemente me dispense deste cargo ao menos enquanto durar este estado anormal...". Encorajado pela fé pôs-se à missão.

Foi a caminho dessa missão e numa perseguição pelas comunidades de colonos, próximo de Três Passos, distante 250km de Nonoai, sua paróquia, que Pe. Manuel e seu coroinha Adílio caíram numa emboscada armada por soldados provisórios. Foram amarrados, maltratados... Tudo terminou com dois tiros no sacerdote e três tiros no menino de 15 anos. Era dia 21 de maio de 1924. Foram sepultados no mesmo cemitério que iriam abençoar.

Adílio, testemunho leigo, deixou-se seduzir pelo Senhor e colocou-se a serviço de seu Altar redentor. Vítima inocente de uma época de violências mostrou sua coragem e sua fé. Um exemplo de zeloso cuidado com as coisas de Deus. Nele nossos adolescentes e jovens devem buscar a inspiração para seus ideais.

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COORDENAÇÃO

- Simone, Sérgio