Saúde

"E OS ENVIOU A PREGAR O REINO DE DEUS E A CURAR"
(Lc 9,2)


HISTORIA

Na visita aos enfermos, é Jesus quem nos dá o melhor exemplo de atenção aos doentes. Em várias ocasiões, o evangelho relata sua atuação assim: “percorria toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda doença e enfermidade do povo” (Mateus 4). O evangelho fala-nos como Jesus se compadecia, da comoção interior que sentia, diante da dor humana. É famoso pela atenção aos enfermos.

O ato dos Apóstolos 9.32-34 relata-nos o primeiro Papa Pedro, visitando as comunidades cristãs, nas diversas cidades. Chegando á Lida, depara-se com um paralítico e age como um ato mais normal possível em sua vida. “Enéias, diz-lhe Jesus Cristo, te cura: levanta-te e faz tua cama”. Enéias levantou-se e toda Lida e também Sarona foram vê-lo e ouvi-lo pregar e converteram-se a Jesus salvador. O acontecido em Lida fez com que pessoas de Jope fossem procurar Pedro, não já para um doente, mas sim pra um morto.

A exemplo de Jesus, a igreja, a comunidade cristã sempre tiveram grande estima para com os doentes, tanto é que, no seu inicio, criaram os diáconos, com a função de prestar socorro aos necessitados, visitar enfermos na Idade Média, a igreja teve o privilégio e a incumbência de administrar obras de caridade e assistenciais, de maneira que, junto aos mosteiros e ás igrejas, eram construídos dispensários, hospitais, leprosários, orfanatos e escolas.

No século XVI, dois grandes homens, entre outros, destacaram-se na saúde: São Vicente de Paula e São Camilo de Léllis, que deu um novo impulso e humanizou o atendimento á saúde, é “o Santo protetor dos doentes”.

Com essa maneira nova de ver o doente, não como objeto, mas como pessoa humana, define-se uma pastoral preocupada mais com os sacramentos, por isso Pastoral dos Enfermos.

“Na Pastoral dos Enfermos os sacramentos mais solicitados são: a unção dos enfermos, a Eucaristia e a reconciliação”.

Ela busca mais diretamente as pessoas, os doentes e seus familiares, tentando levar-lhes, com o conforto humano e religioso diante do sofrimento, uma assistência evangelizadora e mesmo sacramental. Assim a Igreja, no Brasil, fiel ao Mestre por meio da Pastoral do Enfermo, sempre esteve presente junto aos doentes.

Porém, o marco da sistematização da assistência e , conseqüentemente, a gênese da Pastoral da Saúde podem ser assinalados no século XX, mais especificamente em 1997, após realização do I Seminário Nacional da Saúde, promovido pela CNBB, encontro que processou e desencadeou a transformação de Pastoral dos Enfermos para Pastoral da Saúde, traduzindo mudanças significativas nas relações sociais, na saúde e políticas da sociedade.

Nesse período, surgem no Brasil, os primeiros contornos de uma Pastoral que passa assumir o trato dos conflitos sociais, resultantes de um modelo produtivo desigual e explorador, que exigia respostas ás questões postas pela sociedade daquele momento. É no interior desse processo que surgem as primeiras experiências de saúde.

É importante assinalar que na década de 80, mais precisamente em 1981, a CNBB lançou a Campanha da Fraternidade com o lema “Saúde para todos”, época em que a nação inteira discutia a saúde do pais e a Pastoral começa colocar elementos novos no seu trabalho, não somente visitas, mas orientações de educação para a saúde e formação para as políticas de saúde. É nesse espaço que irão construir-se e organizar, em várias dioceses, a Pastoral da Saúde, que, nos próximo anos, ganhará espaços mais amplos e preciosos.

Não poderíamos deixar de salientar que este impulso novo de Pastoral de Saúde sempre esteve presente na Província Camiliana. Nessa lógica, a Pastoral da Saúde assumiu os trabalhos não somente nos hospitais, mas em todas as instituições de saúde, nas urbanas e rurais, a domicilio, nas dimensões solidaria comunitária e político-institucional.

Em 1986, realizou-se em Brasilia o I Encontro Nacional de Pastoral da Saúde – CNBB-CRB e é oficializada a primeira Coordenação Nacional da Pastoral da Saúde CNBB. A Campanha da Fraternidade de 2012 teve como lema QUE A SAUDE SE DIFUNDA SOBRE A TERRA.

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OBJETIVOS

A Pastoral da Saúde tem , como objetivo geral, evangelizar, com renovado ardor missionário, o mundo da saúde, á luz da opção preferencial pelos pobres e enfermos, participando da construção de uma sociedade justa e solidaria a serviço da vida. E o faz não somente em relação aos doentes, mas vê a saúde como um todo, sob o ponto de vista profissional, institucional e social, isto é, ela pretende também:

• Criar e implantar um programa de Humanização do SUS, incluindo esta temática nos currículos de cursos universitários na área da saúde, no sentido de reforçar a intenção da valorização da qualidade no atendimento;
• Promover seminários e congressos de Humanização que sensibilizem os profissionais de saúde, principalmente aqueles que trabalham na rede do SUS;
• Instituir, na grade curricular de todos os cursos de graduação, no território nacional, a disciplina : CIDADANIA-DIREITOS E DEVERES;
• Utilizar da ética no atendimento ao usuário do sistema, destacando a assiduidade no trabalho, a transparência no relacionamento interpessoal, a dignidade, o respeito e a agilidade em sua abordagem;
• Valorizar e facilitar a formação de equipes multidisciplinares, nos setores de atenção á saúde;
• Implementar um plano de carreira, cargos e salários para todo o profissional de saúde publica;
• Criar um programa de incentivos ao profissional de saúde recém-formado, para que possa desempenhar bem o seu trabalho, na rede publica de saúde;
• Valorizar, através de incentivos econômico-culturais, a dedicação integral de profissionais de saúde;
• Criar mecanismos de incentivo aos profissionais de saúde a especializar-se principalmente na respectiva área de atuação;
• Humanizar os serviços prestados, garantindo qualidade de vida;
• Incentivar a criação de um sistema de regulação e marcação de consultas ou exames efetivo e intimamente ligado com uma central de leitos SUS em cada município;
• Estabelecer, através de protocolos, prioridades em casos emergenciais, para obter-se maior eficácia no atendimento, nos encaminhamentos para especialidades, nos exames ou medicamentos, e garantindo, assim, um nível de satisfação diferenciado;
• Valorizar a atenção básica á saúde, em todos os níveis de atendimento;
• Garantir a viabilidade de todos os programas de incentivo do Ministério da Saúde, em todos os municípios brasileiros;
• Ampliar o Programa de Saúde da Familia (PSF) com equipes multidisciplinares, incluindo saúde bocal, também psicológico, nutricionista, assistente social, fisioterapeuta etc;
• Agilizar a implantação do Cartão SUS, em todo território nacional;
• Garantir o ressarcimento dos gastos extras com os pacientes referenciados aos municípios pólos;
• Implementar a saúde mental na atenção básica;
• Articular a integração dos conselhos de saúde e ouvidorias ( nas três instancias de governo) com outros segmentos institucionais, ONG’s e afins a saúde;
• Garantir a disponibilização de infra-estruturas logísticas e financeiras para o funcionamento dos conselhos de saúde e ouvidorias, considerando a realidade de cada local;
• Garantir e executar programas de capacitação (continuada e permanente) para os conselheiros, ouvidores e gestores de saúde;
• Garantir os atendimentos de nível secundário e terciário, em todos os municípios brasileiros e ou estabelecer sistemas de encaminhamentos (referencia e contra-referencia), entre cidades interessadas, fortalecendo os consórcios intermunicipais;
• Incentivar a conscientização popular a valorizar setores afins e indispensáveis a uma saúde com qualidade (alimentação, emprego, moradia, saneamento básico etc.);
• Promover uma modernização de toda aparelhagem existente nos serviços públicos de saúde;
• Estimular uma capacitação apropriada dos profissionais de saúde, para lidar com os avanços tecnológicos existentes e sem prejuízos para a população;
• Estimular a formação de comitês de Ética e Bioética, nos serviços de saúde;
• Promover intercambio de centros de estudo e pesquisa em tecnologia com os centros formadores de profissionais de saúde, despertando o interesse do futuro profissional em valorizar a riqueza da biodiversidade do pais e propor soluções criativas e acessíveis a vários problemas enfrentados nesta área;
• Cumprir a Emenda Constitucional 29, nas três esferas do governo;
• Estabelecer a rotina de apresentação de relatórios detalhados, trimestralmente, aos conselhos municipais de saúde e em audiência publica, de acordo com o artigo 12 da Lei 8689-93;
• Estudar a concretização de parcerias saudáveis com o sistema privado de saúde, viabilizando o atendimento ao usuário do SUS;
• Buscar apoio de cooperativas profissionais, em razão da responsabilidade social, proporcionando uma valorização efetiva delas, de seus cooperados e dos usuários;
• Alocar, corretamente, as verbas, de acordo com a necessidade de cada Município;
• Propor lei complementar á EC 29, visando dar continuidade á participação orçamentária, financeira dos Estados e Municípios e definir a parcela da União;
• Propor projeto de lei ao Congresso Nacional, com formas criativas de arrecadação financeira á saúde, como por exemplo, destinar uma parcela dos valores arrecadados com a cobrança de multas de transito para a Saúde, já que os acidentes de transito contribuem imensamente para a alta demanda deste setor,supervalorizar os impostos dos cigarros e destinar uma parcela daqueles á Saúde, pois as conseqüências do tabagismo são altamente onerosas a todo o sistema de saúde etc.

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As reunioes da pastoral acontecem todos os meses, as 1ª e 3ª quartas-feiras de cada mes, às 14h, com o Diacono Vicente.

A missa pela saude acontece todos os dias 11, às 16h.

COORDENAÇÃO

- Maria do Carmo Gobbo